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Sábado, 19 Maio 2012
Construção em queda generalizada
Texto de CF
31 Janeiro 12.43   |   
Em 2011, os segmentos do sector da Construção registaram uma queda generalizada: a actividade na Habitação caiu 17%, nos Edifícios não residenciais desceu 8,5% e na Engenharia Civil diminuiu 5%, avançou a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) na sua última análise de conjuntura da Construção.
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Estes valores afectaram expressivamente a Produção do sector da construção, que chegou ao final de 2011 com uma variação negativa de 9,4%. Um resultado qualificado pela Federação como a “maior queda de que há memória”.
A FEPICOP destaca, igualmente, as diminuições homólogas, até Novembro, de 20,3% no número de licenças para construção de novos edifícios (foram atribuídas 10 947) e de 31,6% no número de novos fogos (15 740 licenciados até Novembro de 2011). Saliente-se também “a estagnação das obras de reabilitação em imóveis habitacionais, com 4 463 licenças concedidas, a queda de 9,9% na área licenciada de edifícios não residenciais e, para a totalidade do ano de 2011, a redução de 29% no montante global dos concursos abertos, representativa de menos 1,2 mil milhões de euros face a 2010”, pode ler-se no documento.
Noutra vertente, as quebras no investimento privado e público afectaram o consumo de cimento (menos 14% até Novembro); a carteira de encomendas (menos 13% no quarto trimestre de 2011 e em termos homólogos); o número de desempregados estava, em Novembro, nos 78 mil; o nível de confiança dos empresários deteriorou-se ( menos 12,4%, só no quarto trimestre de 2011) e a situação financeira das empresas piorou, esperando-se “um aumento de insolvências”.
“Os elevados encargos financeiros, a elevada carga fiscal, os atrasos nos pagamentos do Estado e as dificuldades de obtenção de financiamentos”, estão, na opinião da FEPICOP, “na origem desta situação”.

 

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