Na perspectiva do GECoRPA, “os grandes ajustamentos em curso eram previsíveis – e, até, desejáveis – face aos excessos da construção nova em Portugal nas duas últimas décadas, quer de edifícios, quer de infra-estruturas”.
O sector da construção deverá focar os seus esforços na reabilitação e a manutenção do edificado e da infra-estrutura, e não na construção nova. Uma reorientação que exigirá, de acordo com o GECoRPA, a uma “maior qualificação dos profissionais e das empresas”.
“Uma maior exigência de qualificação da força de trabalho e do tecido empresarial do sector da construção fará aumentar o seu valor acrescentado, logo, o seu contributo para o crescimento da economia”, pode ler-se no documento assinado por Vítor Cóias, presidente do GECoRPA.
A formação é uma questão chave para o Grémio já que a “reabilitação de construções existentes é, com frequência, mais complexa do que a construção corrente”. Chegando mesmo a afirmar que “o futuro passa pela qualificação”.
“Basta considerar os baixos padrões de qualidade que, frequentemente, afectam os trabalhos correntes de construção civil, para se compreender que o sucesso de obras mais complexas como as envolvidas por muitas das intervenções de reabilitação, fica seriamente comprometido se essas intervenções não forem entregues a empresas com a necessária qualificação”,remata Vítor Cóias.











