Segundo o comunicado da FEPICOP – Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, “as quebras agora registadas são as mais intensas desde o início da série que remonta a 1995”.
De acordo com o Inquérito Mensal à Actividade do sector da Construção, em Novembro todos os indicadores qualitativos apurados registaram quebras significativas face ao período homólogo.
Em Novembro, observou-se uma diminuição de 8,3% do nível de actividade e de 6,3% do índice de confiança, que está em queda há 41 meses consecutivos.
O mercado habitacional foi o mais penalizado pela actual conjuntura económica. Dados disponibilizados pelo Banco de Portugal revelam que os novos créditos concedidos para aquisição de habitação registaram uma quebra, em termos homólogos, de 63,4%, no terceiro trimestre, ou seja, uma redução de 1.674 milhões de euros no valor dos empréstimos concedidos.
No segmento das obras públicas observa-se uma forte redução do investimento, com os concursos promovidos pela Administração Central a contraírem-se 70,3% em termos homólogos acumulados até Novembro. Em termos globais, a quebra em valor dos concursos abertos até Novembro, por comparação com o período homólogo, foi de 1.239 milhões de euros (menos 31,6%).
No terceiro trimestre, o emprego assegurado pelo sector da construção registou uma redução de 3,2%, face ao segundo trimestre do ano, o que se traduziu numa diminuição de 14 mil empregos em apenas três meses. Em termos acumulados, desde 2002, a destruição de emprego no sector da construção já atingiu 168 mil postos de trabalho.











