“Em nome do rigor”, a Associação refere que estes valores contabilizam, por um lado, a oferta de distritos como Portalegre e Bragança, onde a procura “é tão escassa que não chega a poder contabilizar-se percentualmente” e, por outro, a oferta do distrito de Faro “que se estima em 11% da realidade nacional, para uma percentagem de procura de apenas 2%”.
“Como as casas não podem deslocalizar-se para onde a procura pressiona mais, seria necessário inverter a tendência das movimentações demográficas em Portugal, que continua a ser do Interior para o Litoral, ou seja, das regiões onde há oferta mas não há procura, para as regiões onde há procura mas não há oferta”, pode ler-se no comunicado da APEMIP.
Os números da oferta de arrendamento residencial, que o Censos 2011 projecta, mostra que em dezassete dos vinte distritos e regiões autónomas do país a oferta é “superior” ou “muito superior” à procura. A excepção a esta regra acontece em Aveiro, Lisboa e Porto.
Em Faro dá-se “uma sobreposição do arrendamento sazonal com o arrendamento tradicional o que, desde logo, falseia aquelas leituras”.
Na opinião de Luís Lima, presidente da APEMIP, “existe um desequilíbrio no mercado de arrendamento urbano em Portugal. Com os números rigorosos que resultam da desmistificação dos valores que têm vindo a ser apresentados como os que retratam o mercado de arrendamento, este não existe com a folga na Oferta, como alguns desejariam, mesmo que se conte por oferta, imóveis degradados dos centros históricos das grandes cidades, que só numa imaginação fértil poderiam alojar seja quem for”, afirma Luís Lima, presidente da APEMIP.











