Este volume de projectos licenciados traduz uma concretização das intenções de investimento (medidas pela quantidade de Declarações de Conformidade Regulamentar (DCR’s) emitidas pela ADENE) de 42% no caso dos apartamentos e de 27% no que se refere a moradias.
Os dados disponibilizados pela ADENE dão nota de que, entre o primeiro semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011, entraram em carteira, no Porto, 53 projectos de promoção nova referentes a edifícios de apartamentos, num total de 649 novos fogos. Já no segmento de moradias, os DCR’s emitidos totalizam as 99 unidades nesse mesmo período.
Nos edifícios de apartamentos, o total de projectos licenciados manteve-se praticamente inalterado neste período, enquanto que considerando o número de fogos, a actividade de licenciamento neste tipo de habitação caiu 38%.
Tendo em conta a dimensão dos projectos licenciados no primeiro semestre de 2011, foram emitidas licenças para quatro edifícios de pequena dimensão, tal como no semestre anterior. Apenas um edifício de média dimensão foi licenciado no primeiro semestre deste ano, quando no segundo semestre de 2010 tinham sido emitidas três licenças para este tipo de projectos. Finalmente, para os grandes projectos (com mais de 20 fogos) foram emitidas duas licenças nos primeiros seis meses deste ano, não se tendo verificado o licenciamento de projectos desta dimensão no semestre anterior.
De acordo com os dados da ADENE, na Área Metropolitana do Porto (AM Porto) foram certificados, desde o início do ano passado, 1 454 projectos de construção nova, dos quais 223 são relativos a edifícios de apartamentos e 1 231 a moradias. No total, estes projectos abarcam quase 4 000 novos fogos em carteira, sendo os apartamentos cerca de 2 600 unidades. A certificação de novos projectos seguiu, entre o primeiro semestre de 2010 e o primeiro semestre de 2011, uma tendência de queda na AM Porto, quer para edifícios de apartamentos quer para moradias, caindo, no primeiro caso, 18% face ao semestre anterior. Analisando em termos de fogos, a variação semestral ocorrida na emissão de DCR’s para edifícios de apartamentos no primeiro semestre de 2011 mostrou-se mais reduzida que quando medida em termos de projectos, cifrando-se em 12%.











