Quem vai entrevistar aquele que poderá vir a ser o futuro colaborador, deve colocar-se no lugar deste e prestar atenção a cada detalhe. Tudo começa no modo como o candidato é recebido, depois encaminhado à zona de espera ou à sala onde irá decorrer a entrevista. Há que perceber que o comportamento dos demais colaboradores e a apresentação da recepção tendem a reflectir o posicionamento, a cultura e os valores da organização. São, sem dúvida, um cartão de visita.
Quando iniciar a entrevista, seja afável e cordial. Dê um aperto de mão firme e comece por apresentar-se, explicando qual a sua posição na empresa e que responsabilidades assume. Depois questione o que o candidato conhece acerca da empresa. É interessante perceber se o candidato fez o “trabalho de casa” e também avaliar informalmente a imagem que a empresa transmite para o exterior. Seguidamente, faça uma apresentação da empresa: história, áreas de negócio, delegações e facturação, sem ser demasiado sucinto nem demasiado exaustivo.
Importa depois avançar para a entrevista propriamente dita. Evite questões abertas como “fale-me de si”. Pode gerar respostas muito evasivas e que levam à dispersão de informação. Comece, por exemplo, por pedir que o candidato fale da sua experiência profissional, por ordem cronológica. Questione acerca da formação académica. Como foi baseada a escolha? E o que o motiva a procurar um novo projecto profissional? Existem uma série de listas com questões pertinentes, muitas delas disponíveis online.
Desenvolver
fonte de networking
No final, pode explicar exactamente o que pretende identificar no candidato que procura para o lugar em questão. Seja uma experiência muito específica com clientes de um determinado sector, a utilização de um software, o domínio de uma língua ou experiência no mercado internacional. Esta clarificação vai permitir ao candidato uma segunda oportunidade para se “vender” e realçar competências ou experiências nas quais não se focou enquanto desfiava o seu percurso profissional. Neste momento, também poderá aproveitar para explicar a razão da existência da vaga.
Lembre-se que o sucesso do resultado final – candidato seleccionado versus não seleccionado – também depende de si. Nunca considere uma perda de tempo entrevistar pessoas que não se enquadram no perfil. Em primeiro lugar está a promover a empresa e, depois, esta pessoa pode ter enquadramento numa outra vaga que venha a surgir no futuro. Construa uma base de dados e desenvolva uma fonte de networking, já que através deste candidato poderão vir outros. E mesmo que o candidato seja brilhante e a função lhe sirva como um fato, não deixe de levantar referências profissionais.
Ultrapassadas estas questões, há que apresentar a proposta financeira ao candidato. Faça-o pessoalmente. Consegue avaliar a reacção imediata do candidato e ter um maior controlo.
É importante que na apresentação da proposta destaque outros factores que, não raras vezes, assumem bastante peso no momento de tomar a decisão. Convém confrontar a residência com o local de trabalho, o projecto que tem actualmente face ao que lhe está a apresentar, apresentar o plano de carreira, fringe-benefits, entre tantos outros aspectos que considere relevantes. Assim, ajuda o candidato a fazer a escolha certa e que, por acaso, vai ao encontro da sua.
Telma Duarte
Consultant
HAYS Recruiting experts in Construction & Property











