Construção
20 Janeiro 03.24
Produção da construção cai 9,4% em 2011
A produção do sector da construção registou no ano passado “a queda mais acentuada desde o início da actual crise no sector”, com uma queda de 9,4% em volume, revela a AECOPS (- Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços) na sua análise regional de conjuntura.
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Segundo a AECOPS, a comprovar esta evolução negativa está: a queda de 15% do consumo de cimento – “a redução mais expressiva ao longo dos últimos oito anos”; a queda de 2,4% do número de empresas habilitadas para o exercício da actividade; o aumento de 12,5% do desemprego na construção; a diminuição de 31,1% até Outubro do licenciamento de novos fogos habitacionais; e a baixa de 29% no valor dos concurso abertos.
De acordo com o comunicado, “o retrocesso no sector da construção foi extensível a todas as regiões sob influência da AECOPS, embora tenha sido mais nítido no Algarve, onde só o licenciamento de novos fogos para habitação desceu 56,0% (menos 28,6% no Alentejo, menos 36,2% na zona de Lisboa e menos 36,9% no Centro)”.
Na sua nota de conjuntura, a AECOPS alerta também para a evolução mais desfavorável registada no mercado das obras públicas, sobretudo no Algarve, onde se observaram decréscimos de 61,0% e de 87,0%, respectivamente, nos montantes dos concursos abertos e adjudicados (médias nacionais de menos 29,0% e mais 15%).
“Face a esta evolução tão negativa, não é de admirar que os empresários se manifestem cada vez mais apreensivos quanto à situação actual e futura da construção”, adianta a Associação. São já “63,0% aqueles que revelam um baixo nível de confiança no sector, atendendo às quebras sucessivas da carteira de encomendas, que hoje garante, em média, apenas 7,8 meses de trabalho (no Algarve desce mesmo para 4,9 meses), e à diminuição da capacidade produtiva utilizada (67,6% em média nacional e 57,4% no Algarve)”.